Odaxelagnia
Don't want you to die as don't want you to live
Nina, 18, brazilian.

Aqui estou eu mais uma vez escrevendo para você. Provavelmente tanto você quanto eu já perdemos a conta de quantas vezes eu já fiz isto. Acho completamente clichê da minha parte tudo o que eu faço, totalmente brega e sem estilo, mas ao mesmo tempo é tão moda antiga e viciante, que não consigo parar.
Todos os dias penso em mil textos que nem saem da minha mente, 99% das vezes porque tenho vergonha de meus proprios sentimentos, de como ao mesmo tempo quero fugir de tudo isso e ainda sim permanecer no mesmo local. Nada acontece por acaso, mas as vezes foi. Provavelmente tudo saiu do controle do destino, na verdade concerteza. Mas talvez as coisas tenham que ser assim, sem certezas, sem futuro.
Ou talvez só seja eu com medo de seguir em frente sozinha e queria alguém para dar as mãos, e eu esteja procurando alguém pra chamar de meu. Mas o que eu consegui até agora?
É como se tudo fosse errado, porém certo. É como se em uma hora tudo fosse preto e branco, porém colorido.
Mas talvez esse seja o amor, algo confuso, que você não entende. Tem horas que é como se eu precisasse escrever para mim mesmo que te amo, pra desabafar, tudo isso me consome, e na verdade nem sei o que é o amor.
Não sei se é doce ou salgado, se tem confeitos em cima ou pimenta. Nem ao menos sei se amor é apenas uma utopia das pessoas para justificarem afetos. Na verdade eu sei de uma coisa, quando olhor pro futuro tudo é abstrato se eu não te coloco nele. É como se tudo ficasse sombrio e deprimente.
É como se faltasse um tempero.
Sabe aqueles joguinhos bobinhos, mas que viciam? Ou aqueles jogos super complicados que você não desiste até mudar de fase? Você é o jogo complicado viciante, ou o jogo bobinho que não muda nunca de fase. E assim, ambos ficam com o mesmo nível de dificuldade. Algumas pessoas desistem, outras salvam o jogo na metade e nunca voltam, e eu, bem eu acho que ainda estou na primeira fase e gastando todas minhas vidas até conseguir seguir adiante mesmo que eu perca todos os coraçõeszinhos.
Te mando várias indiretas, porém às vezes só estou com medo: já que você
nunca fará o mesmo.
Só quero sua atenção, para tentar conquistar o teu coração. Queria saber o jeito certo, mas também aceitaria amar por nós dois, não me importando que mais tarde eu sofra.
Sempre tive um parafuso a menos e amar por duas pessoas me parece loucura já que nem sei o que é amor, mas é uma coisa que eu tenho coragem por você. Eu não tenho medo disto, porque pior ainda eu fico sem ao menos sua amizade.
Tenho vontade de te chaqualhar e perguntar se você tem um parafuso a menos como eu, mas em vez de se arriscar no “amor”, fica se esquivando dele.
A verdade é que eu cansei de ficar escrevendo pra você, eu gosto, só que não dá mais. Tudo passou a ser complicado para transcrever.

Apenas mais um desabafo.

Apenas mais um desabafo.

   Hoje é só mais um dia de novembro, mais um dia do ano de 2013 que está quase no fim. Tudo parece comum, exceto pelo calor que faz e essa vontade incontrolável de ouvir cada vez mais músicas românticas. Poderia ser o clima, mas com quase 30*C acho que isso é amor.

   Ainda me surpreendo como posso amá-lo tanto assim, como depois de 3 anos essa chama continua acessa, como tudo mudou e ao mesmo tempo continua igual. Passaram alguns nesse caminho, mas apenas ele ficou, apenas ele me fez querer encostar a cabeça no ombro para ler mais um trecho de alguma inutilidade e colocar no replay aquela música melosa e antiga.

   Sabe quando você perde-se de sua mãe no supermercado e sai procurando-a freneticamente? É assim que eu me sinto na faculdade, esperando pelo intervalo para encontrá-lo no pátio, mas desta vez não tem pátio nem Carlos, não tem manhãs risonhas, apenas tardes cansativas.

   Hoje é exatamente um dia depois do meio de novembro, faltam exatos 14 dias para meu aniversario e é o dia após velo, não tem nada de especial, à hora passa voando e amanhã farei um concurso que eu quero muito passar, porem não estudei nada, a culpa é toda dele que não sai da minha cabeça, que me perturba em meus sonhos, acaba com meus relacionamentos e acaba com a minha capacidade de raciocínio.

   Deveria ser um crime furtar e seqüestrar/roubar e raptar meu coração, sanidade e autocontrole de minha vida amorosa, cadê meu fenimismo? As meninas deviam me dar soluções para isto, porque amor próprio só serve quando não se ama, na moral.

   É complicado não utilizar gírias e palavrões, ele fode com a minha mente.

   Nós nem combinamos, ele é de Gêmeos, o pior signo de se lidar, mas o mais fascinante, aquele olhar, aquela língua afiada, me desconcertando, me pegando desprevenida. A única pessoa que tem a coragem de me corrigir, a única que eu consigo manter um dialogo durante um dia e poderia manter por semanas, meses, anos. Também a é a única pessoa que volta a falar comigo depois de uma discussão de whatsapp, a única em quase tudo, quando foi que ele começou a dominar minha vida?

   Pensando nele eu me perco em pensamentos, não consigo manter uma linha única de raciocínio, me pergunto cadê a merda desse manual de instruções dele? Um ser, duas personalidades, mas quando eu menos espero percebe que amo as duas, a parte boa e a ruim, aquele sorriso, aquela empolgação em dizer algo, amo quando percebo que você tem que recuperar o raciocínio, amo quando percebo que está entediado, porque por incrível que pareça eu também estou, mas odeio quando tenho que te ver partir, odeio aquele tchau que eu não sei quando vou te ver de novo, odeio ter que escrever para desabafar, odeio saber que você está tão perto e tão distante, odeio não saber o futuro, mas de novo amo esse frio na barriga que você me causa, amo as borboletas no estomago, amo ficar avoada e não conseguir pensar direito, amo não prestar atenção na aula pra falar com você.

   Você não tem noção do quando isso me afeta, você não tem noção do bem que me faz falar com você no meus piores dias, da companhia que você me faz e nem ao menos sabe.

   Cansei por hoje de escrever, mas a vontade é de continuar até colocar no papel todas suas caras e significados, falar tudo o que sinto e não consigo falar diretamente. Mas por hora é melhor cessar, deixar as coisas como estão.

 

                                                                                                Ass. Pazini.

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